Trabalhadores da Renova contaminados podem ter feito casos de covid-19 explodir em Mariana

Em apenas 13 dias, número de casos mais do que quadruplicou e chegou a 167

Vista de Mariana a partir da torre da Igreja de São Pedro dos Clérigos: Imagem: HVL CC BY 4.0

Primeira capital de Minas Gerais, Mariana viu o número de casos de coronavírus pular de 37 para 167 em apenas 13 dias. De acordo com a prefeitura da cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, o aumento se deve à obrigatoriedade da realização de testes para que a Samarco e empresas prestadoras de serviço possam voltar a operar no município. Nesse período, do dia 15 até hoje (28), o número de mortes passou de três para sete.


Denúncias recebidas pelo Comitê Gestor da covid-19 no último dia 20 afirmam que havia funcionários contaminadas trabalhando nas obras de reparação relativas ao rompimento da barragem que varreu do mapa o distrito de Bento Rodrigues e destruiu boa parte de Paracatu de Baixo.


As obras dos “novos” distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo são conduzidas pela Fundação Renova, criada pela mineradora Samarco e suas donas, Vale e BHP Billiton, para atuar na reparação dos danos. O desastre industrial causou o maior impacto ambiental da história brasileira e é o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado na natureza de 62 milhões de metros cúbicos.


A prefeitura de Mariana confirmou no dia 21 que dois funcionários terceirizados da Fundação Renova tinham apresentado resultado positivo para o coronavírus. A administração municipal decidiu então paralisar as obras dos reassentamentos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo até o dia 31 de maio.


No dia 21, quando a prefeitura anunciou os dois casos de coronavírus entre os funcionários terceirizados, eram registrados 51 diagnósticos positivos para a doença e três mortes. De lá para cá, a cidade registrou mais 116 casos e quatro mortes.

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Gabinete de Crise  - Sociedade Civil - 2020