Prefeitura de Brumadinho suspende atvidades da Vale em função do coronavírus

Poderão funcionar as atividades administrativas e jurídicas relacionadas ao atendimento aos moradores atingidos pelo rompimento da barragem; obras de construção do novo sistema de captação de água de BH param

Letreiro de Brumadinho com mensagem contra a Vale. Imagem: Prefeitura de Brumadinho

A prefeitura de Brumadinho suspendeu o alvará de funcionamento da Vale na cidade em decisão do dia 12 deste mês. A decisão foi tomada a partir da constatação de que as atividades da mineradora provocavam aglomeração. A medida inclui as obras de reparação da tragédia em Córrego do Feijão em janeiro do ano passado.


A decisão está no texto de um decreto assinado pelo prefeito Avimar de Melo Barcelos (PV), que definiu, também, a suspensão das atividades de prestadoras de serviço da Vale. Segundo o documento, poderão funcionar apenas as atividades administrativas e jurídicas relacionadas ao atendimento aos moradores atingidos pelo rompimento da barragem.


Prestadoras de serviço para a Copasa também tiveram a autorização suspensa. A companhia coordena as obras de um novo sistema de captação de água para o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, depois que a lama da Barragem B1 destruiu o antigo adutor ao atingir o leito do rio Paraopeba.


De acordo com o município, são 13 casos confirmados de Covid-19 na cidade e outros 250 sendo investigados. Segundo a prefeitura, a decisão considera as ações de restrição e isolamento social durante a pandemia da doença.


No dia 14, um novo decreto foi publicado para que a água e a comida dos animais sob responsabilidade da mineradora sejam mantidas. Segundo a prefeitura, o serviço chegou a ser suspenso pela Vale.


Abastecimento de BH

A Copasa informou que "recebeu com grande preocupação as decisões tomadas pela Prefeitura de Brumadinho que impactam, de maneira grave, o seguimento das obras da nova captação no rio Paraopeba".


"Embora a obrigação de execução dessa obra seja da empresa Vale, a Companhia acompanha e cobra, cotidianamente, para que a obra seja executada com qualidade e em tempo hábil, para restabelecer a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Vale lembrar que o sistema Paraopeba é responsável por 48% do abastecimento da RMBH e, dentro desse sistema, somente o reservatório do Rio Manso, abastece cerca de 1,8 milhão de pessoas", diz a companhia, em comunicado.


A Copasa também afirmou que "qualquer atraso na obra de captação do rio Paraopeba vulnerabiliza, de forma extrema, a segurança hídrica do município de Belo Horizonte e da RMBH", mesmo com os reservatórios praticamente em capacidade total, em função do grande volume de chuvas neste ano.

Informação

Receba nossas notícias

e justiça social

  • Preto Ícone Facebook
  • Preto Ícone Instagram

Tel: (31) 3409-9818

Gabinete de Crise  - Sociedade Civil - 2020