Plano diretor de Contagem pode prejudicar abastecimento de água


Moradores Região Metropolitana de BH se mobilizam em defesa de Várzea das Flores


O mês de Junho na qual celebramos o dia mundial do meio ambiente os moradores de Betim (MG) organizam uma caminhada para dar visibilidade à preservação da represa Várzea das Flores e das áreas verdes da Região Metropolitana em geral.


A represa é um dos mananciais de abastecimento da cidade de Belo Horizonte, várias denuncias foram feitas, no entorno da represa vem sendo alvo de construções e ocupações de terrenos, ligações de esgotos clandestinas e poluição das nascentes e córregos.


Depois do rompimento da barragem de Brumadinho, que poluiu o Rio Paraopeba, aumentou-se a preocupação com o abastecimento de água da capital mineira.


A represa Várzea das Flores, por exemplo, faz parte de um sistema responsável por parte do abastecimento de 14 cidades e 10% do consumo da população belo Horizontina.


“O local, pela sua beleza natural, é utilizado pela população do entorno, como área de lazer para pesca e banhos. Ao mesmo tempo, as áreas no entorno vêm sendo adquiridas para residências e atividades voltadas ao lazer, provocando o parcelamento de áreas - antigamente constituídas por grandes fazendas - e consequentemente com execução de obras que provocam desmatamento e movimento de terra”, diz nota da Arquidiocese de Belo Horizonte, que coordena a ação.


Assim, nesta segunda-feira (26/06/19), as populações de Contagem e Betim, cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, se reúnem para discutir o futuro da Área de Proteção Ambiental (APA) Vargem das Flores, onde fica um dos três grandes mananciais de abastecimento da Grande BH.


Segundo moradores das cidades, as construções no entorno e o adensamento populacional ameaçam a captação de água e a preservação ambiental da região.


Em 2017, a Câmara Municipal de Contagem aprovou uma lei complementar que alterou o Plano Diretor da cidade. No novo plano, o zoneamento da APA Vargem das Flores foi modificado, permitindo que áreas antes consideradas rurais (cerca de 20 mil metros quadrados) fossem parceladas, tornando-se área urbana. Isso possibilitaria a instalação de empreendimentos imobiliários e industriais.


“Se isso ocorrer, em 20 anos, a represa acabará. O adensamento vai ser muito grande e áreas serão degradadas. A represa fornece água para 400 mil pessoas. A Copasa estava retirando água do Paraopeba e, com o crime ambiental da Vale, passa a depender ainda mais de Vargem das Flores”, alerta Romer Gontijo, presidente Associação dos Protetores, Usuários e Amigos de Vargem das Flores.


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