Moradores de Brumadinho realizam protesto contra Vale


Na manhã da última segunda-feira (2), moradores de Brumadinho (MG) se manifestaram contra mudanças no auxílio emergencial destinado a atingidos e atingidas pelo rompimento da barragem de rejeitos da Vale sobre o rio Paraopeba. Na semana passada, a Justiça modificou os critérios para determinar quem tem direito ao auxílio.


Embora tenha ficado estabelecida a continuidade do pagamento por mais dez meses a todos os que receberam até aqui, alguns passarão a receber apenas 50% do valor inicial. Os moradores das comunidades de Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira, Pires, Cantagalo, Alberto Flores - as comunidades que beiram o Córrego do Carvão - seguem recebendo 100%. Aqueles que estão nos programas sociais da Vale, como recebimento de água, aluguel e auxílio agricultura também estão nesse grupo. Os demais atingidos, porém, terão o auxílio reduzido pela metade. As mudanças entram em vigor a partir do dia 25 de janeiro.


A medida gerou insatisfação da população, que bloqueou as principais entradas de Brumadinho para expressão a indignação. Além da exigência de 100% do auxílio emergencial para todos os atingidos e atingidas, o ato teve outras pautas:


  • Assessoria técnica nas comunidades;

  • Psicólogos e psiquiatras nas comunidades;

  • Transparência da Prefeitura com todo dinheiro investido em Brumadinho. Sejam repasse da Vale, governo estadual e federal;

  • Prestação de contas sobre o dinheiro das doações em contas bancária da prefeitura da época do rompimento da barragem;

  • Representação das comunidades atingidas em espaço de debate e negociação junto as instituições de Justiça e Vale;

  • Reunião com mineradoras para melhorias na comunidade do Tejuco.

  • Que a pauta dos agricultores seja atendida;

  • Indenização justa para os moradores da Ponte dos Almorreimas e contra partida para comunidades.


O rompimento da barragem B1, que despejou mais de 13 milhões de metros cúbicos de lama tóxica pela Bacia do Rio Paraopeba em 25 de janeiro de 2019, provocou a morte de 257 mortes – outras 13 pessoas estão desaparecidas, além do impacto social, econômico e ambiental ainda não mensurado.


Fonte: Instituto Guaycuí, com informações do G1. Imagem: MAB/Divulgação

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