Indígenas ingressam na pós-graduação da UFMG para investigar temas de interesse de suas comunidades

Matéria publicada pelo Boletim UFMG


Currículo e matrizes culturais, infância e cultura dos pataxós e o fazer epistemológico dos povos Xakriabá e Wai Wai são alguns temas de pesquisa dos sete indígenas que ingressaram, neste semestre, em programas de pós-graduação da UFMG.


Objetos de estudos antropológicos desde o século 19, os povos indígenas começam a desempenhar papel de sujeitos em pesquisas nas universidades brasileiras. Na UFMG, sete indígenas – procedentes de Minas Gerais, da Bahia e da Amazônia – ingressaram neste semestre letivo como alunos de mestrado e doutorado, para investigar temas como currículo e matrizes culturais, infância e cultura pataxó e o fazer epistemológico dos povos Xakriabá e Wai Wai.


“A UFMG nos recebeu muito bem, primeiro em cursos de graduação, há mais de dez anos. Hoje já temos um pé aqui dentro, o que nos ajuda a abrir mais portas para a defesa de direitos. Isso é fundamental, porque vivemos tempos sombrios”, comenta Kanátyo Pataxoop, liderança da aldeia Muã Mimatxi, localizada em Itapecerica, Minas Gerais.


O líder destaca que a abertura de vagas específicas para indígenas viabiliza o diálogo intercultural e a troca de conhecimentos.


“Sabemos que a história é mal contada, e os povos indígenas trazem essa história que não é conhecida. É muito importante que a UFMG passe a ter um arquivo histórico e uma memória sobre as culturas indígenas”, argumenta Kanátyo.

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