Consultora internacional emite laudo negativo para megamuro da Vale em Barão de Cocais

Estrutura foi construída para conter a lama caso a barragem Sul Superior, sob nível máximo de alerta, se rompa

Construção da megaestrutura. Imagem: Diário de Barão

A construção do megamuro da Vale na região da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, recebeu laudo negativo da empresa de consultoria Rizzo International, com sede nos Estados Unidos, apurou reportagem do Diário de Barão. O resultado da análise da estrutura teria sido informado à empresa no dia 15 deste mês. O megamuro foi construído para conter a lama caso a barragem Sul Superior, em nível 3 de emergência, se rompa.


O Diário de Barão recebeu a informação, ainda na noite do dia 15, do vereador Leonei Morais Pires (PSB), que por sua vez, disse ter recebido a informação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).


O jornal apurava que destino teriam os alunos da Escola Municipal Coronel Câncio. A prefeitura aguardava o resultado do laudo para decidir se os alunos, que até antes da pandemia do novo coronavírus estavam improvisados na Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), poderiam voltar para o prédio no centro da cidade.


Procurada pela reportagem do Diário, a mineradora não esclareceu a informação sobre o laudo negativo da Rizzo. “A Vale segue empreendendo esforços de alinhamento técnico com a auditora do Ministério Público de Minas Gerais, na certeza de que foram utilizadas na obra da contenção de Gongo Soco as melhores referências normativas avalizadas por consultores externos de renome no mercado geotécnico”, resume a nota enviada à redação do Diário.


Em nota à reportagem do jornal, a prefeitura disse que também aguarda um comunicado oficial da empresa e afirmou que “espera que a empresa Vale se ocupe de todas as medidas necessárias para garantir a segurança do muro de contenção. A partir disso, os cocaienses poderão superar toda a incerteza e a angústia por ela causadas. Além de todo o impacto físico e emocional a toda população, o risco tem impedido o viés minerador do município, prejudicando a geração de receita, emprego e renda”, acrescentou.


Com informações do Diário de Barão.

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